Após três tentativas fracassadas de assistir o maldito filme do James Cameron, chegando praticamente de manhã no Barra Sul Shopping consegui comprar a bendita entrada para assistir o "Avatar" - em 3D. Realmente, pensei, quanta bobagem para um filme de ficção, nada mais do que um guerra nas estrelas com personagens mais bonitinhos. Engano o meu. E já era de se esperar, uma produção que levou tanto tempo para ser concretizada, e que está sendo tão aclamada pelo mundo todo -- e tão falada pelas pessoas ao meu redor -- não deixou devendo quaisquer deslumbre de minha parte. E olha, eu já assisti muito filme, e muito sci-fi, e já fui à Disney, e já tinha assistido outros filmes em 3D. Avatar é a nova definição de "incrível". Pode procurar na Barsa, Wikipedia ou Google, eu garanto. Perfeccionista nos detalhes, suave na transição entre o "verdadeiro" e o "computadorizado", econômico nos efeitos exagerados (aqueles efeitos que exageram o cinema, trazendo elementos para frente do seu nariz). É maravilhoso, é tudo o que você sempre sonhou mas nunca havia visto no cinema antes. É um mundo fantástico, com uma história envolvente, que nos leva a reais emoções muito além de "Rei Leão" ou "Titanic". É ver para crer.
E falando em ver para crer, vi também um outro filme, apesar da coincidência de ser um outro sci-fi, de se tratar de viagem espacial e do nome ser "Pandorum", impressionou pela qualidade do "clima" alienesco (realmente lembra a nave dos filmes Alien), pelos efeitos especiais e também pelo enredo. Não é cansativo, mantém um clima de tensão constante, e, apesar de um pouquinho previsível, não deixou de surpreender. O final poderia ser um pouco mais bem trabalhado, mas acaba em um "good ending", tal qual Avatar. O positivo do filme, por outro lado, é que eu fui assisti-lo sem compromisso algum! Eu esperava apenas mais um "cheesy" film de sci-fi, com alguns elementos básicos, atores de 5a categoria e efeitos especiais de fundo de garagem. Foi uma ótima surpresa.
Mais coisa ambos filmes têm em comum: retratam o futuro de nosso planeta, as catástrofes naturais e a destruição do meio ambiente. Retratam o instinto destruidor, voraz, consumista e mau que o ser humano possui. Vocês têm notado como esse tema está em voga? Fico abismado que, nas vésperas de um "no turning back point" que nos encontramos, países como a China e Estados Unidos não tomem iniciativa e providências adequadas para tornar esse planeta um local habitável nos próximos 50 anos. É algo como ter 50 cachorros em casa, levar para cagar no único parque da cidade, onde quiçá 200 mil pessoas compartilham, e não ser capaz sequer de levar um saquinho para recolher um excremento de tais animais. E ir embora, na maior cara de pau, na frente de todo mundo. Divagar a respeito de tratados e de acordos, leis e metas a longos prazos (ANOS, PASMEM!) é tudo o que fazem!!! Cadê a iniciativa para acabar com a queima do petróleo (hello, carros híbridos - já existem há quase 10 anos e no Brasil nada né)? E a energia solar, eólica, hidrelétrica, geotérmica?
Os filmes mais apocalípticos infelizmente falam de uma realidade mais próxima do que imaginamos. Vi certa vez um que falava a respeito da extinção da camada de Ozônio (falando nisso, vejam como conseguimos banir os tais dos sprays com CFC e geladeiras/ar-condicionados com os tais gases, nem foi tão difícil -- eu assisti isso!). Pensem, que tragédia termos que sair todos os dias encobertos para evitar a radiação, a qual seria responsável pela criação constante de cânceres em nossa pele? Ou pela extinção das árvores, logo, a inevitável queda na qualidade do ar que respiramos... Quanto tempo será que duraríamos, respirando o mesmo ar? E as calotas polares, se derretessem ... Quantas cidades iriam afundar? E quais? Já dizia 2012... que a África seria "poupada". Imagino a situação em que se encontrarão os países que mais podem fazer para mudar essa situação convergente num breve futuro.
Por mais que 2012 esteja aí, que a Terra esteja "morrendo", e que filmes 3D e não-3D nos levantem essas importantes questões para filosofar, espero que não tenhamos um "fim do mundo" tão breve. Afinal estamos aí há apenas 200 mil anos... Somos tão desimportantes na história da Terra, a qual já é BILIONÁRIA (de anos, não de dinheiro, imbecil), e seremos responsáveis pela condenação da mesma a uma "wasteland" intergalática? Cientistas: "um planeta tão raro". É tão pouco tempo. Acabar com um planeta, raro e único... que idéia louca. Impossível acreditar que meros seres diminutos como nós sejamos capazes de tal feito. Um asteróide ou um planeta desgovernado pelo espaço talvez... Um cometa! (que espetáculo luminoso seria!!!) Não que eu acredite que isso vá acontecer, mas sabe como é: temos apenas UM destino em comum (morte). O resto é encheção de linguiça. Contudo é o que torna tudo tão interessante... Os detalhes, o supérfluo! O que seríamos sem o supérfluo?
Sim acredito que sobreviveremos. A grande questão é por quanto tempo, e de que forma viveremos... Haverá uma inversão de alguns valores? Teremos um futuro apocalíptico como Blade Runner ou Mad Max? Ou teremos tempo para nos desenvolvermos até o ponto de partir em direção a outro destino, colonizando um novo planeta e o consumindo assim como fizemos com a Terra... Espero que AINDA tenhamos tempo. Realmente, espero.
2 comentários:
Me impressionei com as críticas!
As vezes eu realmente me questiono a respeito dessas coisas. Uma conclusão é de que o homem quer, se não prolongar sua existência para além da existencia da Terra, deixar sua marca ou a prova de que existiu (v. Evangelion). O sol tem quase 7 bi de anos. E vai durar mais 7. Quantas civilizações poderiam ter existido e desaparecido nesse tempo?
E se alguma delas já tivesse tentado deixar sua marca?
Bom, nunca recebemos sinal algum.
E se tivessemos recebido? Teria valido mesmo a pena? Para nós e para eles?
Vai saber.
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