quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Futuro

Estou aqui a refletir sobre o que farei nos proximos dias da minha vida. Mudar radicalmente algumas esferas, minimizando a transição que está para acontecer nas próximas horas. Ainda não sei exatamente o que irei fazer; alguma coisa irá mudar. Viajar, me mudar, ir pra outro país. Comprar uma passagem para Europa? Para a Austrália... EUA? Vou mudar. Botar em prática os planos que eu já tenho há tempos, sem olhar para trás. As coisas que realmente importam, e que estão por aqui, por mim esperarão com certeza, sem sombra de dúvidas.

Agora as que não importam mais, não terão atenção alguma. Podem até esperar por mim, voltarei maior e melhorado. Só que também estarei mudado.

Bom dia a todos :)

sábado, 1 de maio de 2010

Mudando nossa concepção de mundo


Há alguns meses atrás, conversando com uma pessoa que não lembro exatamente quem era, me deparei com uma informação chocante, a qual ainda não havia pesquisado sobre. Isso de certa forma mudou completamente a idéia que eu tinha sobre determinado assunto, e certamente mudará a sua, visto que não foi uma grande novidade muito menos algo que foi largamente noticiado. E claro, nos livros as coisas continuam "pretty much the same".
O fato é o seguinte (prepare-se): todas as obras primas gregas e romanas eram coloridas (pintadas) e não, originalmente, apenas um tedioso marmore branco. Viu! Eu falei que o seu mundo iria cair. Eu a principio nao acreditei, achei que fosse uma teoria herege, alguém querendo mudar minha concepção de parthenon e da arquitetura grega e romana. Mas sim, é um fato. Luzes ultravioletas e raios-x não mentem.
Sim, assim era o Parthenon, com sua fachada original pintada, a qual foi roubada pelos ingleses (e se encontra no museu britânico). Isso é algo que realmente muda nossa concepção sobre a grécia antiga. Eles não apenas eram geniais na escultura, matemática, filosofia, literatura, (música?), medicina, magia, macumba, mas também na pintura. Naquela época, se você nascia na europa, você queria é ser grego. Viver aventuras, epopéias homéricas, ser um herói e lutar contra monstros mitológicos, e quando voltar para casa, ir para seu parthenon pessoal - só que dessa vez em cores!
Hoje em dia, grande parte dessa história é contada de forma breve em toda escola de 1o e 2o grau. A humanidade está mais preocupada em relembrar as coisas ruins e recentes (1a, 2a guerra mundial, crise de 29, revoluções e golpes militares, ditaduras, guerra fria, etc) do que estudar a fundo e com a riqueza de detalhes merecida o que essa cultura deixou de herança para nós. É fascinante.
Muito se aprende olhando para trás. E se você achava que seus choques a respeito da história acabavam por aqui, veja este outro artigo e quebre o que restou do seu queixo. É amigo, se você achava que os blocos de "pedra" das pirâmides foram transportados através do deserto por discos voadores ou por gigantes/golems/pessoas de 5 metros de altura ou monstros dinossáuricos, você está enganado. Mamutes na época já estavam extintos. Então só restavam os elefantes africanos -- mas pasmem, no Egito não havia elefantes. Então sim, eles foram construídos lá mesmo, e además, provavelmente no local em que eles se encontram hoje em dia. Não passava de blocos de concreto. Mesmo assim, não podemos tirar o mérito de obras tão bem feitas, as quais são as únicas restantes das 7 maravilhas do mundo antigo. Questiono-me se o Empire State Building, Cristo Redentor ou Torre Eiffel terão a mesma sorte...



Para finalizar, gostaria de acrescentar mais dois cents. Sei que você pode estar meio atordoado frente essas notícias, que com certeza mudou tudo o que você sabia sobre a antiguidade. Temos dogmas tão consolidados e crendices tão acreditadas sobre o nosso próprio passado, que eventualmente não passamos de meros ignorantes que ao olhar ou ler algo apenas acreditamos, por mais absurdo que possa parecer. "uma estátua em preto e branco? alias, uma não CENTENAS? aff..." ou até mesmo "esses MILHARES de blocos de MUITAS TONELADAS transportados por milhares de km para construir uma PIRÂMIDE???" Isso não faz sentido. E seguindo a analogia, deixo para vocês, inspirado nos questionamentos a Stephen Hawking: "Sozinhos no universo, com bilhões de galáxias com cada uma com bilhões de estrelas, que na pior hipótese contém pelo menos 1 planetinha mixuruco -- informação a qual eu imagino ser uma média de 8 a 9, já que o sol não passa de uma estrela mediana - é uma informação ridícula". Então amigo, aceite os ETs, eles existem. Agora, que vieram de tão longe APENAS para construir pirâmides e abduzir pessoas... sério... Isso sim não passa de paranóia.

Ah sim! Assistam amanhã "O Universo de Stephen Hawking", dia 2 de maio às 21h no Discovery Channel. Certamente teremos coisas interessantes a aprender com o Eistein do momento! :)))

(Não sei se alguém aí pensa que eu sou meio maluco a respeito de filosofar sobre esses assuntos.. Mas sinceramente... Sou uma pessoa extremamente curiosa, e fascinada por vários assuntos dentre os quais astronomia e biologia. Pensar sobre vida extraterrestre para mim é algo óbvio. Se para você isso parece bobagem, reflita sobre acontecimentos de menos de 1000 anos atrás: Terra girando ao redor do sol? Existência de outros planetas? O mundo ser redondo? Tudo isso parecia loucura, heresias, há menos de 1000 anos... O que nos aguarda nos próximos 1000 certamente são as nossas "loucuras" dos dias de hoje.)

domingo, 10 de janeiro de 2010

Pandora e Pandorum

Eu não sou muito bom em fazer resenhas, no entanto sou ótimo em fazer críticas. Odeio ser sintético, e adoro sentar o pau em qualquer porcaria. No entanto não falarei hoje sobre porcarias.
Após três tentativas fracassadas de assistir o maldito filme do James Cameron, chegando praticamente de manhã no Barra Sul Shopping consegui comprar a bendita entrada para assistir o "Avatar" - em 3D. Realmente, pensei, quanta bobagem para um filme de ficção, nada mais do que um guerra nas estrelas com personagens mais bonitinhos. Engano o meu. E já era de se esperar, uma produção que levou tanto tempo para ser concretizada, e que está sendo tão aclamada pelo mundo todo -- e tão falada pelas pessoas ao meu redor -- não deixou devendo quaisquer deslumbre de minha parte. E olha, eu já assisti muito filme, e muito sci-fi, e já fui à Disney, e já tinha assistido outros filmes em 3D. Avatar é a nova definição de "incrível". Pode procurar na Barsa, Wikipedia ou Google, eu garanto. Perfeccionista nos detalhes, suave na transição entre o "verdadeiro" e o "computadorizado", econômico nos efeitos exagerados (aqueles efeitos que exageram o cinema, trazendo elementos para frente do seu nariz). É maravilhoso, é tudo o que você sempre sonhou mas nunca havia visto no cinema antes. É um mundo fantástico, com uma história envolvente, que nos leva a reais emoções muito além de "Rei Leão" ou "Titanic". É ver para crer.
E falando em ver para crer, vi também um outro filme, apesar da coincidência de ser um outro sci-fi, de se tratar de viagem espacial e do nome ser "Pandorum", impressionou pela qualidade do "clima" alienesco (realmente lembra a nave dos filmes Alien), pelos efeitos especiais e também pelo enredo. Não é cansativo, mantém um clima de tensão constante, e, apesar de um pouquinho previsível, não deixou de surpreender. O final poderia ser um pouco mais bem trabalhado, mas acaba em um "good ending", tal qual Avatar. O positivo do filme, por outro lado, é que eu fui assisti-lo sem compromisso algum! Eu esperava apenas mais um "cheesy" film de sci-fi, com alguns elementos básicos, atores de 5a categoria e efeitos especiais de fundo de garagem. Foi uma ótima surpresa.
Mais coisa ambos filmes têm em comum: retratam o futuro de nosso planeta, as catástrofes naturais e a destruição do meio ambiente. Retratam o instinto destruidor, voraz, consumista e mau que o ser humano possui. Vocês têm notado como esse tema está em voga? Fico abismado que, nas vésperas de um "no turning back point" que nos encontramos, países como a China e Estados Unidos não tomem iniciativa e providências adequadas para tornar esse planeta um local habitável nos próximos 50 anos. É algo como ter 50 cachorros em casa, levar para cagar no único parque da cidade, onde quiçá 200 mil pessoas compartilham, e não ser capaz sequer de levar um saquinho para recolher um excremento de tais animais. E ir embora, na maior cara de pau, na frente de todo mundo. Divagar a respeito de tratados e de acordos, leis e metas a longos prazos (ANOS, PASMEM!) é tudo o que fazem!!! Cadê a iniciativa para acabar com a queima do petróleo (hello, carros híbridos - já existem há quase 10 anos e no Brasil nada né)? E a energia solar, eólica, hidrelétrica, geotérmica?
Os filmes mais apocalípticos infelizmente falam de uma realidade mais próxima do que imaginamos. Vi certa vez um que falava a respeito da extinção da camada de Ozônio (falando nisso, vejam como conseguimos banir os tais dos sprays com CFC e geladeiras/ar-condicionados com os tais gases, nem foi tão difícil -- eu assisti isso!). Pensem, que tragédia termos que sair todos os dias encobertos para evitar a radiação, a qual seria responsável pela criação constante de cânceres em nossa pele? Ou pela extinção das árvores, logo, a inevitável queda na qualidade do ar que respiramos... Quanto tempo será que duraríamos, respirando o mesmo ar? E as calotas polares, se derretessem ... Quantas cidades iriam afundar? E quais? Já dizia 2012... que a África seria "poupada". Imagino a situação em que se encontrarão os países que mais podem fazer para mudar essa situação convergente num breve futuro.
Por mais que 2012 esteja aí, que a Terra esteja "morrendo", e que filmes 3D e não-3D nos levantem essas importantes questões para filosofar, espero que não tenhamos um "fim do mundo" tão breve. Afinal estamos aí há apenas 200 mil anos... Somos tão desimportantes na história da Terra, a qual já é BILIONÁRIA (de anos, não de dinheiro, imbecil), e seremos responsáveis pela condenação da mesma a uma "wasteland" intergalática? Cientistas: "um planeta tão raro". É tão pouco tempo. Acabar com um planeta, raro e único... que idéia louca. Impossível acreditar que meros seres diminutos como nós sejamos capazes de tal feito. Um asteróide ou um planeta desgovernado pelo espaço talvez... Um cometa! (que espetáculo luminoso seria!!!) Não que eu acredite que isso vá acontecer, mas sabe como é: temos apenas UM destino em comum (morte). O resto é encheção de linguiça. Contudo é o que torna tudo tão interessante... Os detalhes, o supérfluo! O que seríamos sem o supérfluo?
Sim acredito que sobreviveremos. A grande questão é por quanto tempo, e de que forma viveremos... Haverá uma inversão de alguns valores? Teremos um futuro apocalíptico como Blade Runner ou Mad Max? Ou teremos tempo para nos desenvolvermos até o ponto de partir em direção a outro destino, colonizando um novo planeta e o consumindo assim como fizemos com a Terra... Espero que AINDA tenhamos tempo. Realmente, espero.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Borboleta x Bola de Cristal: final match

Sinceramente: isso existe. Parece mentira, mas cada ação nossa cotidiana é responsável por um desarolar de conseqüências imensuráveis.

Fico pasmo, observando alguns acontecimentos recentes em minha vida, o quanto ações pequenas, quase sempre indiretas e não relacionadas culminaram em efeitos devastadores. Outrora, reações díspares às nossas ações imbuem exasperações desnecessárias. E é sempre um efeito dominó.

Como tudo na vida, a multifatoriedade quase que infinita de tais eventos é o que mais torna as reações e conseqüências imprevisíveis. Acredito, e não sou o único, que haja uma matemática precisa por trás de tudo, organizando e ordenando nossas ações/emoções/desejos/convicções/etc. No entanto a complexidade e variabilidade caótica das mesmas, associado a um timing relativo, torna essa matemática incompreensível para a mente humana. Falta de capacidade mental, desenvoltura, intelecto ou percepção? Limitados pela nossa própria constituição e existência, já previstas na própria equação?

Por sua vez, eventos mais específicos parecem gerar resultados mais imediatos. O que irei comer hoje no almoço (... e quem acabamos encontrando no supermercado ou no restaurante (ou a caminho DO), sobre o que falamos, quanto gastamos e assim por diante...) acaba torneando nosso imediato e breve futuro. Mais genericamente nossas filosofias de vida, nosso modo de "ser": inconsequente, planejador, zen, gastador, fiel, etc orientam essa causa-efeito, criando uma tendência em meio ao "caos". Afinal, se sou gastador, não terei dinheiro para comer no restaurante no futuro. Logo, também não poderei ir à festa que combinei com a pessoa que encontrei no restaurante. Enfim, a situação é complexa, mas certamente o leitor entendeu a idéia.

Em uma análise mais intrincada, fiquei sabendo de certos comentários feitos por uma colega em uma situação específica para pessoas de um círculo social próximo à mim, mas indiretamente. O mais intrigante é a negatividade de tais comentários - rancor, raiva, ódio? Acredito que tenha sido em função (reação) de um mal entendido, como sempre de "minha" culpa, uma vez que ousei intervir a favor da mesma (causa?) e esta acabou entendendo da forma errada. É lamentável que ela aja de tal forma. Aí vêm as conseqüências (contra-reação) inevitáveis. Quando for de minha competência exaltar suas qualidades, me manterei em silêncio. Quando for para criticar, não perderei a chance. E isso é parte da natureza humana: autodefesa, e em ultima instância, sobrevivência ("ser").

Fogem de nossas previsões as tais conseqüências. Eventos simples como sair de casa ou ligar para alguém podem ter conseqüências devastadoras. Não temos como adivinhar quando alguém vai nos ligar ou o que o outro ser humano irá fazer ao sair de casa, e isso nos torna passivos ao acaso. Tal acaso nada mais é que o nome para a equação matemática multifatorial e complexa, a qual outrora mencionei. Parece imprevisível e caótico pelo elevado (infinito?) número de eventos a serem considerados, mas para um ser onipresente ("deus"?) é uma equação possível. Ou seja, para prevermos o futuro, ou ao menos entendê-lo, é preciso que tenhamos uma consciência onipresente (que tudo sabe, e tudo vê) em todos os níveis, e após isso um poder analítico suficiente grande para analizar tudo em todas instâncias e pontos de vista (objetivando resultados específicos). Mexer com tais variáveis é algo ainda mais complexo; alguns eventos acredito até não serem possíveis, como a própria matemática já prevê, ao menos em nossa realidade. "Ganhar na loto sem jogar", ou "ir a Vênus a pé". Quem sabe em outras realidades alternativas... No entanto isso já extrapola o intuito dessa reflexão.

O principal, contudo, é que nada foge à regra, e esta é simples: boas ações tendem boas reações. Mantenha o balanço positivo no fim do dia, que sua vida será positiva. As coisas dão certo - por mais atropelos que tenhamos. Não é uma mágica; é matemática. Pensamento positivo, da mesma forma, funciona por condicionamento, já que ao pensarmos que as coisas darão certo, elas acabam dando por nos motivarmos a tentar e nos empenharmos mais em fazer dar certo. Pessoas não podem exigir do "acaso" um balanço positivo se suas ações não forem congruentes.

Eventos de baixa probabilidade fogem à regra. Não compete à equação comparar "unidades" (lembram? não podemos comparar velocidade com massa, apesar de que as duas unidas resulta em energia). Ou seja, a situação de Madre Teresa de Calcutá ganhar na loto tem a mesma probabilidade de qualquer outra pessoa ganhar, por mais positivo que seja o balanço da velhota. No entanto, é mais provável que a mesma receberá auxílio em momento de necessidade do que uma pessoa que não realizou a tamanha benevolência que a mesma exerceu. É o velho ditado de que "uma mão lava a outra", e quantas vezes vivemos isso durante a nossa vida... O mesmo vale para um sorriso ao pedir algo, ou um amigo que se cativa; já que o balanço é positivo, conseguimos as coisas mais facilmente.

Por fim, as tragédias. Estas são eventualmente inevitáveis, fugindo de uma mediana "positiva", e fazem parte da vida. Por mais que a média esteja em um balanço positivo, sempre teremos os extremos. Aprender a lidar com eles é a nossa grande lição. Não existe vida sem a alegria e a tristeza, o bem e o mal, o positivo e o negativo, o preto e o branco - são os extremos criam os parâmetros para avaliar situações, acima de tudo. É a equação em equilíbrio. É a borboleta batendo asas na bolsa de valores de Tóquio enquanto um coloninho do interior de Picada Feijão morre de fome por perder o comprador (japonês falido com a tal quebra da bolsa) de sua produção agrícola. Alterar tal ordem significa estagnar a variação da equação, regredir ao 0 = 0! Acredita-se que tal evento já está previsto matematicamente, a volta do universo ("o tudo") ao início ("big bang"). Até lá, vamos apenas nos preocupar em manter as coisas em seu curso (ou ser mero espectardor como alguns preferem...). O balanço não precisa ser apenas passivo. Pode ser ativo também, no momento em que cada um de nós contribui para mantê-lo positivo através das ações do cotidiano. Muito ainda está para acontecer em nossa percepção de tempo, e deixemos a previsão do futuro para os oniscientes e para os charlatões.

sábado, 7 de março de 2009

Estamos sozinhos?

Duvido que você nunca tenha se dado conta que somos apenas um grão de areia em um deserto infinito. É uma definição meio poética, mas bem precisa para definir o planetinha em que vivemos em meio ao confim de estrelas e outros astros que existem no universo. E é claro, como qualquer criança em um local estranho, grande e vazio, deparamo-nos com o medo da solidão. Seríamos os únicos seres vivos pensantes numa miríade de planetinhas orbitando sóis maiores e menores que o nosso? Estaríamos responsáveis por "cuidar", "olhar", "deflagar", "testemunhar" sozinhos fatos e acontecimentos nesse universo? Seríamos os incumbidos de explorar e colonizar essa infinidade de locais remotos e inacessíveis à nossa atual tecnologia?

Sim, é assustador de fato... Mas o que mais assusta é pensar que não estamos sozinhos. Paranóia, ou não, muitas pessoas preferem acreditar que não estamos sozinhos. Acreditam que somos visitados constantemente por seres alienígenas provenientes de outras dimensões e planetas, ou então até mesmo deste planeta mas de outras "esferas" de vivência como os subterrâneos. Aliens voyeurs que apenas nos observam, sádicos que realizam experiências com a nossa raça, antropófagos sequestrando pessoas para devorá-las, espiões intergaláticos que mantém contato com os governos e autoridades sem que as pessoas comuns saibam, viajantes dimensionais que atravessam paredes e objetos brincando com as leis de nossa física e com tudo o que conhecemos. Existem por fim três grandes questões que todo cético adora apontar. A primeira é: é possível que eles realmente existam? A segunda é: se existem, de onde vêm? E a terceira: o que eles querem?

Se realmente existem, não tenho como afirmar. Pode-se acreditar em muita coisa na vida sem nunca ter visto. O maior exemplo certamente é Deus. Muita gente é convicta de sua existência. Prefiro não me posicionar no momento... Mas consideremos um universo de 93 bilhões de anos-luz, com cerca de centenas de bilhões de galáxias, as quais contém centenas de bilhões de estrelas. Não precisamos entrar em detalhes a respeito do número de planetas existentes em cada sistema solar, uma vez que já se sabe que é quase regra a existência de planetas orbitanto as estrelas. Pode-se questionar a respeito da "faixa habitável", a qual simularia as condições "energéticas" ou "de radiação" similares às da Terra. A probabilidade de se alcançar as "coincidências" (ou condições) necessárias para haver vida, por mais improvável que ela seja, é muito ALTA. Mas como a natureza não trabalha bem com exceções, a vida deve ser a REGRA no universo, afinal nada mais é do que um modo de haver fluxo de energia. Isso responde à questão "existe vida lá fora?", no entanto não temos como saber se são inteligentes ou não, se são como nós ou não, etc. A tendência é de acreditarmos que sejam humanóides e que tenham um modo de comunicar-se e reproduzam-se de forma similar a nós. Basta olharmos a nossa realidade. A regra é que sejamos feitos em "duas versões" (masculina e feminina), nos reproduzamos de forma sexuada, e tenhamos um método de se comunicar, por menos desenvolvido que seja o sistema nervoso de cada ser. Pode-se inferir que a probabilidade de que haja alguma "civilização" inteligente lá fora é ainda assim possível. Mesmo assim, com nossos conhecimentos parcos atuais, a estrela mais próxima (e não a melhor candidata para tal situação) ainda é inalcançável.

De onde vêm? Bom, essa é muito polêmica pois cada um acredita em uma coisa. Já ouvi de tudo! Alguns acreditam que os ET's somos nós provindo do futuro, viajando no tempo; outros acreditam que são seres de outra dimensão, equivalente à nossa; a probabilidade maior, no entanto, é que sejam realmente de outro planeta, uma vez que é o que conhecemos e observamos. Sabemos que outros planetas existem, e que a possibilidade de que comportem vida é plausível. No entanto ainda desconhecemos as leis da física e tecnologias as quais permitiriam a travessia de distâncias galaticamente epopeicas. Não comento a respeito de vir de dentro da terra ou do sol pois simplesmente não conhecemos vida compatível com as altas temperaturas e radiações provenientes desses locais. Vida subterrânea é possível, inclusive já ouvi especulações sobre locais inóspitos e inacessíveis serem as "bases aéreas" ou afins desses seres, tais como Himaláia, Antártida e Sibéria. No entanto é difícil levar essas teorias à sério pois em geral são hipóteses tão improváveis de colocar à prova como distâncias intergaláticas (veja bem, quem iria sair pelo himalaia cruzando aqueles picos intransitáveis ou desbravar a Antártida desconhecida, em busca de seres extraterrestres que poderiam estar há quilômetros de profundidade *SE* existissem?)

Agora a questão mais delicada, e onde a paranóia se concentra. O que esses seres querem com nós? Qual a razão deles virem até aqui para nos bisbilhotar? Porque simplesmente não "se mostram"? Porque simplesmente não aniquilam tudo por aqui? Vamos analizar de outra forma: imaginemos duas civilizações terrestres. Imaginemos os europeus e os indígenas. O que aconteceu? Os europeus dominaram os índios. Em alguns locais houve convívio tolerante; em outros houve confrontos violentos; e em outros momentos uma civilização dizimou a outra. Isso há 500 anos atrás. Agora imaginemos uma civilização extremamente avançada, com tecnologias que nem imaginamos ainda e que levaremos centenas ou milhares de anos para desenvolver. Quais seriam os interesses dessa civilização em relação à nossa? O que levaria esses seres a querer intervir, nos ajudar ou prejudicar? Pessoalmente acredito em uma neutralidade de índole de todo o ser em todo o universo. Isso porque em geral um ser tem uma índole e um instinto. O instinto do homem é dominar; por outro lado o instinto das abelhas e das formigas é se ajudar. Então teríamos civilizações que objetivariam dominar e outras que objetivariam ajudar. Há certamente aquelas que objetivariam apenas observar ou ignorar completamente o que acontece ao seu redor, de uma forma mais egoísta de definir.

Considerando que realmente estejamos em contato com alguma civilização alienígena, e os fatos sobre avistamentos e contatos, o mais é provável é que os tais "homenzinhos" sejam de certa forma neutros. Simplesmente nos observam, bisbilhotam, abduzem alguns indivíduos para estudos de forma transparente (e evidentemente os devolve, até onde se sabe, a maior parte das vezes objetivando que tal ser não se lembre do ocorrido -- as tais amnésias pós-abducionais), ou talvez tentem alguma forma de contato que ainda não compreendemos ou que não é compatível com nossos sentidos ou inteligência. Ou seja, parecem não estar muito interessados em nos ajudar, e por alguma razão não nos prejudicam ou tentam aniquilar conosco para dominar nosso planeta e explorar nossos recursos minerais. Podemos considerar que o governo de fato toma conhecimento (ou não) desses seres e que provavelmente não mantém contato com os mesmos (porque haveria de manter, se não é de interesse dos ETs?).

Agora, se os ETs fossem de fato seres bons, que tem interessem em nos ajudar, certamente já teríamos sinais de que isso está acontecendo. Teríamos os visto, conseguiríamos entrar em contato e solicitar auxílio para nossos grandes problemas. É claro, ao menos ao meu ver, é obrigatório "desconfiarmos" a respeito de nossa própria evolução. Do macaco ao que somos? Ou de uma ameba ao que somos? É tudo meio coincidente demais (ou simplesmente uma "ordem" que o universo segue e que retoma as coincidências para a existência de vida que já palpitei anteriormente). Poderia haver alguma intervençãozinha "grey" ou "reptiliana" (risos), assim como as grandes descobertas da humanidade poderiam simplesmente ser insuflação por parte desses seres. Não passaríamos, portanto, de brinquedos nas mãos deles -- ou marionetes! Para mim, essa definição é o que mais se aproxima da definição de "Deus".

Por outro lado, o que mais faria sentido e congruiria com a realidade é que os "ETs" sejam nada mais do que uma outra civilização mais avançada e poderosa que a nossa, que assim como nós, tendem a dominar os mais fracos, com o intuito de explorar os recursos minerais, humanos e intelectuais. De certa forma é inegável acreditar na conivência governamental, que, para evitar o CAOS generalizado, é tolerante com a situação (uma vez que ela é inevitável e inquestionável), e poderia estar se beneficiando de certa forma que desconhecemos. Quem já assistiu ao Arquivo X sabe que mesmo que o governo negue ou saiba, é possível que o mesmo não esteja a par da situação ou da conspiração. Sabemos que muitos setores de serviços secretos possuem "níveis" de discrição/confidencialidade, e imaginemos que tal assunto seria de extrema obscuridade, só revelável para pessoas de altíssima confiança e de certa perenidade governamental (quem mais do que os militares?) e que possuam o objetivo de zelar pela paz e ordem nacional (... exército!).

Agora, além de inevitável e da conivência governamental, ainda falta a questão "porquê/o quê eles querem?". Bom, ocupar nosso planetinha é a primeira hipótese. Ou nos usar da mesma forma que utilizamos outros animais: comida, experimentos imunológicos/genéticos, força escrava, utilizar nosso potencial intelectual de alguma forma que ainda não compreendemos, recursos minerais... Lembramos que por alguma razão não muito clara, trabalhamos nossa vida inteira para juntar recursos para simplesmente "gastarmos com o que queremos" (só que em geral não gastamos... ou podemos cair na miséria). Temos essa tendência "cumulativa" (os hamsters e os esquilos também tem hehe..). São muitas as possibilidades, mas poucas são de certeza plausível nesse quesito...

Ignorando as análises acima, pode-se inferir que: enquanto não "agradarmos" tais seres, fizermos o que eles desejam, ou enquanto os mesmos nos tolerarem, estaremos "a salvo". Paranóias à parte, após ler muito sobre o assunto com certo interesse, o ceticismo acabou efluindo. Cheguei a uma conclusão pessoal, a qual pessoas mais sensatas são obrigadas a aceitar. Enquanto não tivermos tecnologia para exploração espacial e estelar ou alguma civilização não decidir "aparecer" por aqui, a ufologia não passa de uma perda de tempo. E é simples chegar a essa conclusão. Basta nos perguntarmos: será que algo disso faz mais sentido do que simplesmente acreditar que ETs não existem? Quando quiser alguma história para me assustar na hora de dormir, prometo recorrer aos ufólogos...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

o futuro dos notebooks

Bom muita gente com certeza não se deu conta do que está acontecendo... Talvez por não participar disso ou simplesmente por não se interessar; ou por descuido e desinteresse... Mas eu me interesso e me afeta muito. Os laptops estão se popularizando. É, os celulares hoje em dia já estão nas mãos de 1 em cada 3 brasileiros ou 2 brasileiros.. se não mais... E os laptops com certeza se tornarão um bem obrigatório, talvez mais rápido que os computadores desktop.

Isso devido a um fenômeno importante, que já vem se apresentando nos EUA há mto tempo.. A baixa dos preços dos produtos de informática. Quanto à logística mercadológica da coisa, não vale a pena perder tempo filosofando. Baixou preço, baixou. Não só por aqui. A diferença é que aqui as pessoas estão ganhando mais e a internet se tornou um meio de comunicação muito importante. Quem não viu as classes B/C/D/E invadirem a internet, principalmente o orkut? Hoje em dia camera digital todo mundo tem, e se não têm o celular serve. E vão lá tirar fotinhos pra por no orkut.

Agora o que me surpreende é o seguinte: comprei ano passado um laptop -- um AMD Turion 64 x2 1.6ghz (dois nucleos) 1gb ram + 160gb hdd. Simplesmente, uma maquina muito mais potente do que a que eu tinha antes (um reles Pentium 4 2.4ghz com 512 ou 1gb de RAM nem lembro mais). No entanto, conforme o tempo passou, notei alguns problemas e com menos de 1 ano o laptop começou a me deixar na mão. Tive problemas técnicos e não pude recorrer à garantia pois havai comprado-o fora do país (e a picareta-mor da HEWLETT-PACKARD não cobre garantia mundial). Ou seja, não recomendo HP ("o barato sai caro" ou "bonitinho mas ordinário" -- both suit perfectly this case).

A partir daí me defrontei com um ônus violento -- gastei 700 reais para consertar o laptop, E: na epoca isso significava 350 dolares, E: gastei com o LAPTOP EM SI 700 dolares, E: isso significa que gastei 50% do valor dele para conserta-lo por aqui, E: ele estava na garantia extendida nos EUA, que só servia na condição que eu residisse lá (pois precisavam remeter de volta para um endereço) e também demorava PELO MENOS 30 dias para consertar o laptop. Ou seja, não me serviu de nada. Custo final do laptop: 1050 USD "plus tax".

Agora vejamos como me saí dessa... Quem me conhece sabe que sou uma pessoa de princípios coerentes. Não volto atrás de minhas decisões. Eu resolvi tomar dois princípios a partir daquele momento:

1) quero um laptop PEQUENO, abrindo mão de fatores como RAM, HDD, CD-ROM e CPU
2) quero um laptop confiável mas que NÃO ESQUENTE (fonte de 99,995% dos problemas de laptops)

E simplesmente eis que me surge a solução a tempo da minha última viagem ao exterior: os UMPCs!!

Para quem não sabe, UMPC é a sigla para Ultra Mobile Personal Computer. É um "subnotebook", palavra que não gosto. Prefiro o eufemismo dos "netbooks". Quando comentei para minha mãe, uma pessoa completamente ignorante a respeito do assunto (não adianta, eu sempre tenho essa mania, esse sacerdócio de querer levar a luz para combater a ignorância das pessoas, mas...), ela refutou a idéia dizendo "para que tu queres comprar um laptop menos potente que o teu?". Parece que não fazia sentido para ela. Agora para mim fazia MUITO sentido! Resolvi fazer o que É DE CONSENSO QUE SE DEVE FAZER ao comprar um laptop novo: fazer uma lista do que VOCE FAZ NO COMPUTADOR.

O que eu atualmente faço (como estudante de medicina E estando no internato E *muito importante* pretendendo comprar um videogame de nova geração -- leia-se PS2 pois não tenho tempo *** para comprar um PS3) no meu laptop ou computador que justifique eu ter um laptop de ultima geração?

1. Jogo? Não. Para isso vou comprar um videogame. E depois uma televisão LCD, quando tiver TEMPO.
2. Edito graficos tridimensionais de alta complexidade? Não. E quando resolver fazer isso, primeiro entrarei num curso de design e modelamento de imagens, processamento de texturas e reconstrução tridimensional, CAD, etc, e aí comprarei ou alugarei uma quota de processamento num cluster SGI de última geração para simular bombas atômicas explodindo no planeta B-612 e matando a rosa egoísta do pequeno príncipe.
3. Edito textos? Sim. Para isso preciso de uma tela razoável, digamos que acima de 9" mas menor que 14" para não se tornar grande. Isso também limita quanto à questão de esquentar, já que eu gosto de digitar textos com o laptop no colo eventualmente, e também implica na questão de durabilidade da bateria -- logo, tem que ter um processador que consuma pouco *atom* e esquente pouco *atom*, e que mesmo assim seja suficiente para rodar um sistema operacional atual, no mínimo um linux ou windows xp *atom*. E o teclado não pode ser muito pequeno. Mas sou flexivel quanto a isso.
4. Vejo vídeos? Sim. Logo, a placa de vídeo não pode ser ultra-lixona, e tem que ter pelo menos 64mb de vídeo para rodar coisas básicas em 3D. Não coisas avançadas mas um opengl basico e um direct3d tem que ser suportado. Youtube só rola em pelo menos 32mb de ram para o video...
5. Conectividade: wireless, bluetooth e placa de rede. Isso realmente é importante. Digamos que o carro chefe dos próximos anos é a grande rede. Internet é o que move hoje em dia a informática. Há uns 5 anos atrás não se passava mais de 10% do tempo na frente do laptop conectado à rede. Hoje em dia se passa 90% do tempo conectado ou realizando alguma tarefa que tenha relação direta ou indireta com a internet. Ou seja... No futuro, passaremos 100% do tempo em "presença online" (seja com laptops, computadores, palmtops, umpcs, celulares, carros, eletrodomesticos ou até casas informatizadas), e isso é questão de 10-15 anos. Então é um passo bastante importante para um desses bixinhos ser otimizados para estar sempre conectados. Uma porta USB pode se transformar em um modem 3G e me conectar a internet eventualmente!

Por fim tinha algumas coisas meio opcionais como armazenamento, pois poderia comprar um HD externo e quanto a placa de video, eu já havia decidido comprar um play 2 (que de facto comprei ;) e não me arrependo). Foi então que comecei a namorar os UMPCs, começando pelo primeiro deles que foi o ASUS EEEPC (da série 700 ainda, que tinha uma tela minúscula de 7", que evoluiu depois para 9" na série 900 e atualmente tem uma série com 10"). Não vou comentar quanto aos ASUS High End com 12" que seria digamos "o ideal", mas bem fora do orçamento.. chegam a custar 10 vezes mais do que o meu atual laptop custou! Vejam isso...

No entanto, a série 1000 era cara (praticamente o custo de um laptop normal não compensando o custo-benefício e só justificando a tela pequena), e a série 900 ainda tinha o problema da série anterior: o teclado. Foi então que saíram logo em seguida os UMPCs concorrentes: ACER ASPIRE ONE, MSI WIND Notebook, um UMPC da HP (que a minha coerência me impediu de considerar, mesmo sendo muito bonitinho -- apenas para confirmar a frase já citada antes "bonitinho mas ordinário"). Após eu já ter decidido, apareceu a DELL com um UMPC mas nem considerei pois ainda não estava muito bem no mercado e certamente teria dificuldades de encontrar ou só seria possível via internet. Esses umpcs apareceram para vender em inúmeras lojas online, inclusive na bestbuy, onde eu pude acompanhar os preços.

A configuração de todos os UMPCs era bem parecida, diferenciando apenas na quantidade de RAM e na presença ou não de HD SSD (em geral bem pequenos, mas com a vantagem de consumir menos energia e de serem mais resistentes ao "tranco"). Basicamente eram Atom's ou Celeron's com 1GB RAM, 8GB/10GB/12GB/20GB SSD ou 80GB ou 120GB de HDD, telas de 7"/8.9" ou 10", todos sem drive de CD-ROM mas com webcam.

No entanto, os UMPCs se tornaram um problema em algumas lojas, e acabaram sendo "sacaneados". A BestBuy foi uma dessas lojas que sacaneou os UMPCs. Eles simplesmente descontinuaram a venda nas lojas, e quando vc ia atrás deles estava SEMPRE ESGOTADO ou "Sorry, but we don't carry this model at this store". Well, dava vontade de mandar eles tomar no cu. Fui duas vezes na BestBuy em Chicago e não consegui encontrar NADA QUE ME AGRADASSE. Vão se foder, na boa. Pronto, desabafei. :P

Então estava quase desistindo e comprando um APPLE (que iria estourar meu orçamento, e iria impedir meu pai de comprar outros dois laptops -- um para ele, já que eu forcei ele a vender o HP dele antes que desse problema também, e outro para o meu irmão). Não que realmente estouraasse nosso orçamento, e que não acabássemos comprando mesmo assim um macbook para cada, mas é um baita risco passar com 3 mil dólares na alfândega, sendo que só de taxa teríamos que pagar 2 mil... Fora as outras coisas que compramos... E digamos que minha maior desculpa foi "estão para lançar macbooks novos" :P Quando eu tiver TEMPO sobrando, eu compro um macbook.

Mas se é para comprar Apple, compremos em nova iorque na loja da 5a avenida, bem luxuosos. Então bem fomos para Nova Iorque, com isso em mente. Chegando lá, dei uma googleada, só por descargo de consciência, atrás do MSI WIND que era minha 1a opção na época -- sendo que não encontrava em loja nenhuma! E não é que encontro em uma tal de J&R bem ao sul de Manhattan, próximo ao City Hall? Veja bem... 470 USD! Tá bom o preço, considerando que vendi o meu laptop usado por 1000 USD. E bem menos que o macbook, que em geral "pelado" custa 1100 USD, mais tax (fecha em uns 1210 USD). Então me alegrei, pois eles também tinham o ASPIRE ONE para vender por lá... então se fosse o caso ainda podia economizar mais uns 100 dolares e comprar o Aspire One.

Chegando lá, me grudei no MSI Wind, compramos mais dois Aspire One, um play 2, 1 hd externo, 1 nintendo DS, e mais umas outras coisas, e saímos bem felizes e satisfeitos. Falidos, mas satisfeitos.

Após um mês de uso intenso do laptop, só posso dizer uma coisa: estou PLENAMENTE SATISFEITO. Ele realiza 100% do que é proposto, tem um desempenho impressionante (não perde nada para o meu antigo laptop), roda o Windows XP tranquilamente, Firefox, videos do Youtube, filmes DivX, emuladores, Quake 3 arena... Linux então, parece uqe foi feito para ele. Eu sou viciado no recurso do Compiz chamado "exposé" que é uma imitação do exposé do MacOS... Então estou ultimamente praticamente só usando o Linux. E de fato estou beeem satisfeito. Não trava, funciona legal, tem todos programas que eu uso...

Digamos que a única coisa que deixei de fazer desde que troquei de laptop foi jogar Mu Online.. só que cá entre nós: bem que eu fiz. Era um viciozinho nojento, chato, perdia tempo pra caralho.. E já estava achando que não conseguiria largar de mão. Brincadeira. É bem legal, mas consome tempo. E é algo que eu não tenho hj em dia para desperdiçar. Então quem sabe quando eu comprar um desktop mais potente eu não comece a jogar no Mu Global? Nossa.. hehehe..

Ah sim, eu fiquei ainda com essa pendência: irei comprar ainda um desktop porrada, quad core (tá ficando barato, tem quad core por R$ 1600,00) com monitor 22" (já achei uns por R$ 480,00). Aí eu começo a me arriscar a brincar de jogar joguinhos de última geração :P Com uma Geforce 9600..

A respeito da Geforce 9600.. Digamos que o resumo dessa história toda é: se não é para comprar um laptop Centrino 2, com uma Geforce 9600, então compre um bottom line. Ele vai estragar assim como os potentes, mas a diferença é que o prejuízo vai ser menor. E isso vale para qualquer sinistro. Quanto mais potente o laptop, mais rápido ele vai pro saco -- laptops potentes são menos eficientes pois esquentam muito. Se esquenta, dá pau (dessolda, amolece, aquece, queima, dilata-contrai-deforma, enfim).

Agora pensem comigo: se o meu laptop quase não esquenta (o Atom dissipa 2W se não me engano ou próximo disso), se eu não o utilizo para tarefas que consomem muito o CPU/GPU, se eu não o carrego para lá e para cá toda hora... A tendência é que dure mais do que o meu HP (e olhe bem... a vendedora que me vendeu na BESTBUY nos EUA me garantiu que era melhor que um Acer que eu estava para comprar na epoca..) O que posso esperar dele?

Que realmente cumpra o esperado! E que dure pelo menos uns 2 anos, até eu viajar pra fora e comprar meu novo macbook huahuahaua... Ou um UMPC mais rapido.

Satisfeito! :)

*** lembrem-se sempre que TEMPO é DINHEIRO :P

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Ich hasse HP.

Bah. Se eu pudesse voltar atrás na minha vida a única coisa que eu decididamente me arrependo é de ter comprado esse notebook HP. Odeio com todas minhas forças essa empresa. Vão tomar no meio do olho do monossilábico deles. É um absurdo esse problema na série DV/TX.
Mandei arrumar, me cobraram 650 reais e nao ficou bom. Continua esquentando e acabou pifando novamente... Lá vou eu ficar mais 2 semanas sem laptop. Ainda bem que dessa vez eu tinha a garantia do conserto, mas com certeza absoluta quando ficar pronto eu vou mal ligar ele e vou me livrar o mais rápido possivel!!! Só lamento para quem compra-lo. Vou vender a um preço irrisório, do tipo 1200 reais ou 1400 reais, o que compra nem um celeron hoje em dia.. Mas quiçá essa pessoa tem uma estrela brilhante e nunca mais ocorra problemas?
Minha próxima aquisição ainda está para ser decidida entre um laptop ASUS EEEPC serie 900 associado a um desktop porrada ou um laptop da Apple. Ou ainda uma terceira opção mais cara que é um Sony Vaio... Que já vi também dar MUITO problema!
Então se puder dar um conselho para meus conhecidos e amigos... evitem HP! Não comprem nem pendrive, nem drive, nem scanner ou impressora. Vamos levá-los à falência. Eles merecem!
Mas deixando isso um pouco de lado... Estive pensando a respeito de meu futuro como médico e fiz um paralelo com as coisas que ando vendo e vivendo agora no meu estágio de doutorando. Ontem estive de plantão na emergência e uma coisa me saltou aos olhos: uma tabela de preço de procedimentos privados da santa casa. Alguém aí já parou para refletir o quanto custa para realizar uma tomografia? Ou um transplante de fígado? Ou ainda uma sessão de quimioterapia... Bom eu sei quanto custa AGORA. Antes, não fazia noção nenhuma. Nem sabia quanto custava uma radiografia, ou uma infusão de 1 amp de dipirona. E já lhes adianto: é CARO.
Agora pensando de outra forma, porque é caro? Porque os médicos reclamam da remuneração e os mais idosos exaltam os 'velhos tempos' quando praticamente todas as consultas eram particulares? Creio que não tenho como argumentar sobre esse assunto pois tenho pouca experiencia, mas posso questionar e refletir. Questiono se a medicina melhorou o piorou com a ascensão dos convênios? Questiono se o acesso a exames de alta complexidade ou de alto custo aumentou para a população em geral e inclusive para a classe média com a ascensão dos convênios? Me questiono também se é justo que se tenha uma fila de 1 ano para realização de ressonâncias magnéticas, as quais custam em geral 1 mil a 2 mil reais particular e por outro lado, por mais que haja uma "urgencia" imediata maior, uma fila de transplante de fígado não chega a isso. A questão é tão relativa que se os pacientes tiverem um tumor cerebral de progressão rápida, não é incomum que no momento da realização da ressonância o mesmo já não seja mais operável... Qual a diferença do paciente que teve de realizar o transplante de fígado? Qual o percentual de pacientes que vao a RM e realmente tem alguma coisa? Só questiono isso porque o preço particular de um TX hepático é R$ ~100 mil e de uma ressonância é 1/100 disso...
Outra questão que novamente reflito é a fragilidade da vida... No 2o ano da faculdade tive uma professora de imunologia. Não vou exalta-la apesar de que era uma grande pesquisadora (segundo ela própria), mas a mesma faleceu esses dias, segundo fontes não confiáveis, devido ao rompimento de um aneurisma cerebral. Teve a melhor assistencia medica possivel, foi a neurocirurgia mas acabou com causa mortis por sepsis (sic). Não era uma professora prodígio, mas quantos não são? Não era a pessoa mais querida do mundo, mas e quem é? O que me deixa chateado é que ficamos todos sabendo por um meio tão informal: o website da faculdade.. Não soubemos de homenagem, nem de nada.. Acredito que ao menos cabia isso a ela. Ela afinal foi parte da nossa formação... E sabe-se lá se ao menos vai ser mencionada no discurso de formatura da nossa turma!!! Outro professor nosso recentemenet esteve em estado grave, hospitalizado, e ano passado uma outra professora quase nos deixou devido a um problema renal... Somos todos estudantes de medicina e médicos formados, mas mesmo assim não podemos escapar da morte. E mal sabemos como lidar com isso! Sabemos dessas coisas através das conversas de bar, das fofocas, da mail list da turma.. Imagino por outro lado como ficou esse nosso professor quando não recebeu a visita maciça de seus alunos!!! Se fosse o meu caso, eu iria ficar bastante chateado. Parece que não valorizaram as aulas que ele deu. E fiquei bastante constrangido ao questionar os colegas se não deveríamos ir e estes desconversarem ou simplesmente exaltarem o fato com espanto mas não sequer cogitar a hipótese de darmos um alô. Não sabíamos nada. Nem o estado geral dele. Nem sei ainda! E depois a criatura nos deixa e vem o remorso.. "E se tivéssemos ido lá conversar com ele, quem sabe não teria ficado mais animado?" Apesar de que sempre tem o lado da família ou da privacidade, que de vez em quando preferem ficar sozinhos.
Poucos são os iluminados que encaram a vida de cara limpa e como deve. Acredito que cada um sempre tem o que lhes está prescrito, agora difícil é aceitar quando os fatos são deletérios.
Por fim, deixo uma pergunta: cadê o Prius? O carro da japonesa Toyota tão aclamado por ser o mais limpo do mundo, o mais econômico, e com um design arrojado e tecnologia embarcada de dar inveja, está demorando pra chegar no Brasil hein... Pra variar, as novidades chegam aqui sempre por último! Pode-se comprar um Lexus LFA Roadster agora um Prius não. Parece que o problema são os impostos, mas a verdade é outra! Ninguém ta preocupado se não vamos conseguir respirar amanhã de tanto CO2 que tem no ar. Essa é a verdade. Senão carros limpos já estariam rodando por aí há tempo... Ah.. mas os problemas do Brasil são tantos, que não adianta começar reclamar que não vou parar mais. Agora se resolvessem apenas três já seria muito bom: 1) problema da segurança 2) impostos demasiadamente altos 3) defasagem tecnologica generalizada. Vocês não se perguntam porque o 3G já é realidade no resto do mundo há horas e recém está chegando aqui? Ou os problemas de internet de banda larga num dos países mais conectados do mundo? Ou ainda porque não temos satélites lançados aqui no Brasil? Temos o Intelbrás e o que mais...? E a nossa empresa de carros nacional morreu porque... Agora a GM se vangloria do Celta ou do Vectra 100% Brasileiro: GRANDES MERDAS vender tecnologia de ontem com a etiqueta 100% Brasileiro. Veja bem: Vectra já era. GM só continua vendendo vectra aqui no Brasil com o selinho do proejto Brasileiro. E bota quantidade de otário pra comprar carro passado hein.. meu deus do ceu... Fiat Stilo é outro exemplo. Na Itália, o Stilo já foi aposentado fazem oq, uns 2 anos e está lá sendo vendido o Fiat Bravo!
Como eu me recuso a viver uma vida atrasada vou assumir uma postura de vida: vou comprar um laptop com garantia mundial (logo não sofro mais esse golpe da HP) e não vou comprar um carro como o Vectra ou o um Stilo... Não que eu goste do Vectra ou que eu tenha planos de comprar um carro sedan... É só uma questão de postura. Se mudaram, é porque alguma coisa de errado tinha. Agora num país onde as coisas sempre acontecem "amanhã", prefiro esperar o "amanhã" e adquirir bens de "hoje". Até lá, prefiro andar a pé e comprar um desktop bom com um EEE PC de 399 dolares. Evitarei assim mais dores de cabeça e... na questão do carro... Fiat está fora dos meus planos de vida.. é uma marca que já decidi: nunca vou ter um. Andarei a pé, mas não terei um Fiat. Comprarei uma marca chinesa ou indiana de carro, mas não comprarei o Fiat. Afinal, chega né.. meu carro mal tem 2 anos de uso já queimou 4 vezes as sinaleiras e os farois, está com inúmeros problemas elétricos pequenos, anda dando barulhos estranhos na troca de marcha e a ventoinha anda acionando como um avião (quem sabe ele não anda querendo levantar vôo...). Ah... deu de reclamar! Tchau!