Sinceramente: isso existe. Parece mentira, mas cada ação nossa cotidiana é responsável por um desarolar de conseqüências imensuráveis.
Fico pasmo, observando alguns acontecimentos recentes em minha vida, o quanto ações pequenas, quase sempre indiretas e não relacionadas culminaram em efeitos devastadores. Outrora, reações díspares às nossas ações imbuem exasperações desnecessárias. E é sempre um efeito dominó.
Como tudo na vida, a multifatoriedade quase que infinita de tais eventos é o que mais torna as reações e conseqüências imprevisíveis. Acredito, e não sou o único, que haja uma matemática precisa por trás de tudo, organizando e ordenando nossas ações/emoções/desejos/convicções/etc. No entanto a complexidade e variabilidade caótica das mesmas, associado a um timing relativo, torna essa matemática incompreensível para a mente humana. Falta de capacidade mental, desenvoltura, intelecto ou percepção? Limitados pela nossa própria constituição e existência, já previstas na própria equação?
Por sua vez, eventos mais específicos parecem gerar resultados mais imediatos. O que irei comer hoje no almoço (... e quem acabamos encontrando no supermercado ou no restaurante (ou a caminho DO), sobre o que falamos, quanto gastamos e assim por diante...) acaba torneando nosso imediato e breve futuro. Mais genericamente nossas filosofias de vida, nosso modo de "ser": inconsequente, planejador, zen, gastador, fiel, etc orientam essa causa-efeito, criando uma tendência em meio ao "caos". Afinal, se sou gastador, não terei dinheiro para comer no restaurante no futuro. Logo, também não poderei ir à festa que combinei com a pessoa que encontrei no restaurante. Enfim, a situação é complexa, mas certamente o leitor entendeu a idéia.
Em uma análise mais intrincada, fiquei sabendo de certos comentários feitos por uma colega em uma situação específica para pessoas de um círculo social próximo à mim, mas indiretamente. O mais intrigante é a negatividade de tais comentários - rancor, raiva, ódio? Acredito que tenha sido em função (reação) de um mal entendido, como sempre de "minha" culpa, uma vez que ousei intervir a favor da mesma (causa?) e esta acabou entendendo da forma errada. É lamentável que ela aja de tal forma. Aí vêm as conseqüências (contra-reação) inevitáveis. Quando for de minha competência exaltar suas qualidades, me manterei em silêncio. Quando for para criticar, não perderei a chance. E isso é parte da natureza humana: autodefesa, e em ultima instância, sobrevivência ("ser").
Fogem de nossas previsões as tais conseqüências. Eventos simples como sair de casa ou ligar para alguém podem ter conseqüências devastadoras. Não temos como adivinhar quando alguém vai nos ligar ou o que o outro ser humano irá fazer ao sair de casa, e isso nos torna passivos ao acaso. Tal acaso nada mais é que o nome para a equação matemática multifatorial e complexa, a qual outrora mencionei. Parece imprevisível e caótico pelo elevado (infinito?) número de eventos a serem considerados, mas para um ser onipresente ("deus"?) é uma equação possível. Ou seja, para prevermos o futuro, ou ao menos entendê-lo, é preciso que tenhamos uma consciência onipresente (que tudo sabe, e tudo vê) em todos os níveis, e após isso um poder analítico suficiente grande para analizar tudo em todas instâncias e pontos de vista (objetivando resultados específicos). Mexer com tais variáveis é algo ainda mais complexo; alguns eventos acredito até não serem possíveis, como a própria matemática já prevê, ao menos em nossa realidade. "Ganhar na loto sem jogar", ou "ir a Vênus a pé". Quem sabe em outras realidades alternativas... No entanto isso já extrapola o intuito dessa reflexão.
O principal, contudo, é que nada foge à regra, e esta é simples: boas ações tendem boas reações. Mantenha o balanço positivo no fim do dia, que sua vida será positiva. As coisas dão certo - por mais atropelos que tenhamos. Não é uma mágica; é matemática. Pensamento positivo, da mesma forma, funciona por condicionamento, já que ao pensarmos que as coisas darão certo, elas acabam dando por nos motivarmos a tentar e nos empenharmos mais em fazer dar certo. Pessoas não podem exigir do "acaso" um balanço positivo se suas ações não forem congruentes.
Eventos de baixa probabilidade fogem à regra. Não compete à equação comparar "unidades" (lembram? não podemos comparar velocidade com massa, apesar de que as duas unidas resulta em energia). Ou seja, a situação de Madre Teresa de Calcutá ganhar na loto tem a mesma probabilidade de qualquer outra pessoa ganhar, por mais positivo que seja o balanço da velhota. No entanto, é mais provável que a mesma receberá auxílio em momento de necessidade do que uma pessoa que não realizou a tamanha benevolência que a mesma exerceu. É o velho ditado de que "uma mão lava a outra", e quantas vezes vivemos isso durante a nossa vida... O mesmo vale para um sorriso ao pedir algo, ou um amigo que se cativa; já que o balanço é positivo, conseguimos as coisas mais facilmente.
Por fim, as tragédias. Estas são eventualmente inevitáveis, fugindo de uma mediana "positiva", e fazem parte da vida. Por mais que a média esteja em um balanço positivo, sempre teremos os extremos. Aprender a lidar com eles é a nossa grande lição. Não existe vida sem a alegria e a tristeza, o bem e o mal, o positivo e o negativo, o preto e o branco - são os extremos criam os parâmetros para avaliar situações, acima de tudo. É a equação em equilíbrio. É a borboleta batendo asas na bolsa de valores de Tóquio enquanto um coloninho do interior de Picada Feijão morre de fome por perder o comprador (japonês falido com a tal quebra da bolsa) de sua produção agrícola. Alterar tal ordem significa estagnar a variação da equação, regredir ao 0 = 0! Acredita-se que tal evento já está previsto matematicamente, a volta do universo ("o tudo") ao início ("big bang"). Até lá, vamos apenas nos preocupar em manter as coisas em seu curso (ou ser mero espectardor como alguns preferem...). O balanço não precisa ser apenas passivo. Pode ser ativo também, no momento em que cada um de nós contribui para mantê-lo positivo através das ações do cotidiano. Muito ainda está para acontecer em nossa percepção de tempo, e deixemos a previsão do futuro para os oniscientes e para os charlatões.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
sábado, 7 de março de 2009
Estamos sozinhos?
Duvido que você nunca tenha se dado conta que somos apenas um grão de areia em um deserto infinito. É uma definição meio poética, mas bem precisa para definir o planetinha em que vivemos em meio ao confim de estrelas e outros astros que existem no universo. E é claro, como qualquer criança em um local estranho, grande e vazio, deparamo-nos com o medo da solidão. Seríamos os únicos seres vivos pensantes numa miríade de planetinhas orbitando sóis maiores e menores que o nosso? Estaríamos responsáveis por "cuidar", "olhar", "deflagar", "testemunhar" sozinhos fatos e acontecimentos nesse universo? Seríamos os incumbidos de explorar e colonizar essa infinidade de locais remotos e inacessíveis à nossa atual tecnologia?
Sim, é assustador de fato... Mas o que mais assusta é pensar que não estamos sozinhos. Paranóia, ou não, muitas pessoas preferem acreditar que não estamos sozinhos. Acreditam que somos visitados constantemente por seres alienígenas provenientes de outras dimensões e planetas, ou então até mesmo deste planeta mas de outras "esferas" de vivência como os subterrâneos. Aliens voyeurs que apenas nos observam, sádicos que realizam experiências com a nossa raça, antropófagos sequestrando pessoas para devorá-las, espiões intergaláticos que mantém contato com os governos e autoridades sem que as pessoas comuns saibam, viajantes dimensionais que atravessam paredes e objetos brincando com as leis de nossa física e com tudo o que conhecemos. Existem por fim três grandes questões que todo cético adora apontar. A primeira é: é possível que eles realmente existam? A segunda é: se existem, de onde vêm? E a terceira: o que eles querem?
Se realmente existem, não tenho como afirmar. Pode-se acreditar em muita coisa na vida sem nunca ter visto. O maior exemplo certamente é Deus. Muita gente é convicta de sua existência. Prefiro não me posicionar no momento... Mas consideremos um universo de 93 bilhões de anos-luz, com cerca de centenas de bilhões de galáxias, as quais contém centenas de bilhões de estrelas. Não precisamos entrar em detalhes a respeito do número de planetas existentes em cada sistema solar, uma vez que já se sabe que é quase regra a existência de planetas orbitanto as estrelas. Pode-se questionar a respeito da "faixa habitável", a qual simularia as condições "energéticas" ou "de radiação" similares às da Terra. A probabilidade de se alcançar as "coincidências" (ou condições) necessárias para haver vida, por mais improvável que ela seja, é muito ALTA. Mas como a natureza não trabalha bem com exceções, a vida deve ser a REGRA no universo, afinal nada mais é do que um modo de haver fluxo de energia. Isso responde à questão "existe vida lá fora?", no entanto não temos como saber se são inteligentes ou não, se são como nós ou não, etc. A tendência é de acreditarmos que sejam humanóides e que tenham um modo de comunicar-se e reproduzam-se de forma similar a nós. Basta olharmos a nossa realidade. A regra é que sejamos feitos em "duas versões" (masculina e feminina), nos reproduzamos de forma sexuada, e tenhamos um método de se comunicar, por menos desenvolvido que seja o sistema nervoso de cada ser. Pode-se inferir que a probabilidade de que haja alguma "civilização" inteligente lá fora é ainda assim possível. Mesmo assim, com nossos conhecimentos parcos atuais, a estrela mais próxima (e não a melhor candidata para tal situação) ainda é inalcançável.
De onde vêm? Bom, essa é muito polêmica pois cada um acredita em uma coisa. Já ouvi de tudo! Alguns acreditam que os ET's somos nós provindo do futuro, viajando no tempo; outros acreditam que são seres de outra dimensão, equivalente à nossa; a probabilidade maior, no entanto, é que sejam realmente de outro planeta, uma vez que é o que conhecemos e observamos. Sabemos que outros planetas existem, e que a possibilidade de que comportem vida é plausível. No entanto ainda desconhecemos as leis da física e tecnologias as quais permitiriam a travessia de distâncias galaticamente epopeicas. Não comento a respeito de vir de dentro da terra ou do sol pois simplesmente não conhecemos vida compatível com as altas temperaturas e radiações provenientes desses locais. Vida subterrânea é possível, inclusive já ouvi especulações sobre locais inóspitos e inacessíveis serem as "bases aéreas" ou afins desses seres, tais como Himaláia, Antártida e Sibéria. No entanto é difícil levar essas teorias à sério pois em geral são hipóteses tão improváveis de colocar à prova como distâncias intergaláticas (veja bem, quem iria sair pelo himalaia cruzando aqueles picos intransitáveis ou desbravar a Antártida desconhecida, em busca de seres extraterrestres que poderiam estar há quilômetros de profundidade *SE* existissem?)
Agora a questão mais delicada, e onde a paranóia se concentra. O que esses seres querem com nós? Qual a razão deles virem até aqui para nos bisbilhotar? Porque simplesmente não "se mostram"? Porque simplesmente não aniquilam tudo por aqui? Vamos analizar de outra forma: imaginemos duas civilizações terrestres. Imaginemos os europeus e os indígenas. O que aconteceu? Os europeus dominaram os índios. Em alguns locais houve convívio tolerante; em outros houve confrontos violentos; e em outros momentos uma civilização dizimou a outra. Isso há 500 anos atrás. Agora imaginemos uma civilização extremamente avançada, com tecnologias que nem imaginamos ainda e que levaremos centenas ou milhares de anos para desenvolver. Quais seriam os interesses dessa civilização em relação à nossa? O que levaria esses seres a querer intervir, nos ajudar ou prejudicar? Pessoalmente acredito em uma neutralidade de índole de todo o ser em todo o universo. Isso porque em geral um ser tem uma índole e um instinto. O instinto do homem é dominar; por outro lado o instinto das abelhas e das formigas é se ajudar. Então teríamos civilizações que objetivariam dominar e outras que objetivariam ajudar. Há certamente aquelas que objetivariam apenas observar ou ignorar completamente o que acontece ao seu redor, de uma forma mais egoísta de definir.
Considerando que realmente estejamos em contato com alguma civilização alienígena, e os fatos sobre avistamentos e contatos, o mais é provável é que os tais "homenzinhos" sejam de certa forma neutros. Simplesmente nos observam, bisbilhotam, abduzem alguns indivíduos para estudos de forma transparente (e evidentemente os devolve, até onde se sabe, a maior parte das vezes objetivando que tal ser não se lembre do ocorrido -- as tais amnésias pós-abducionais), ou talvez tentem alguma forma de contato que ainda não compreendemos ou que não é compatível com nossos sentidos ou inteligência. Ou seja, parecem não estar muito interessados em nos ajudar, e por alguma razão não nos prejudicam ou tentam aniquilar conosco para dominar nosso planeta e explorar nossos recursos minerais. Podemos considerar que o governo de fato toma conhecimento (ou não) desses seres e que provavelmente não mantém contato com os mesmos (porque haveria de manter, se não é de interesse dos ETs?).
Agora, se os ETs fossem de fato seres bons, que tem interessem em nos ajudar, certamente já teríamos sinais de que isso está acontecendo. Teríamos os visto, conseguiríamos entrar em contato e solicitar auxílio para nossos grandes problemas. É claro, ao menos ao meu ver, é obrigatório "desconfiarmos" a respeito de nossa própria evolução. Do macaco ao que somos? Ou de uma ameba ao que somos? É tudo meio coincidente demais (ou simplesmente uma "ordem" que o universo segue e que retoma as coincidências para a existência de vida que já palpitei anteriormente). Poderia haver alguma intervençãozinha "grey" ou "reptiliana" (risos), assim como as grandes descobertas da humanidade poderiam simplesmente ser insuflação por parte desses seres. Não passaríamos, portanto, de brinquedos nas mãos deles -- ou marionetes! Para mim, essa definição é o que mais se aproxima da definição de "Deus".
Por outro lado, o que mais faria sentido e congruiria com a realidade é que os "ETs" sejam nada mais do que uma outra civilização mais avançada e poderosa que a nossa, que assim como nós, tendem a dominar os mais fracos, com o intuito de explorar os recursos minerais, humanos e intelectuais. De certa forma é inegável acreditar na conivência governamental, que, para evitar o CAOS generalizado, é tolerante com a situação (uma vez que ela é inevitável e inquestionável), e poderia estar se beneficiando de certa forma que desconhecemos. Quem já assistiu ao Arquivo X sabe que mesmo que o governo negue ou saiba, é possível que o mesmo não esteja a par da situação ou da conspiração. Sabemos que muitos setores de serviços secretos possuem "níveis" de discrição/confidencialidade, e imaginemos que tal assunto seria de extrema obscuridade, só revelável para pessoas de altíssima confiança e de certa perenidade governamental (quem mais do que os militares?) e que possuam o objetivo de zelar pela paz e ordem nacional (... exército!).
Agora, além de inevitável e da conivência governamental, ainda falta a questão "porquê/o quê eles querem?". Bom, ocupar nosso planetinha é a primeira hipótese. Ou nos usar da mesma forma que utilizamos outros animais: comida, experimentos imunológicos/genéticos, força escrava, utilizar nosso potencial intelectual de alguma forma que ainda não compreendemos, recursos minerais... Lembramos que por alguma razão não muito clara, trabalhamos nossa vida inteira para juntar recursos para simplesmente "gastarmos com o que queremos" (só que em geral não gastamos... ou podemos cair na miséria). Temos essa tendência "cumulativa" (os hamsters e os esquilos também tem hehe..). São muitas as possibilidades, mas poucas são de certeza plausível nesse quesito...
Ignorando as análises acima, pode-se inferir que: enquanto não "agradarmos" tais seres, fizermos o que eles desejam, ou enquanto os mesmos nos tolerarem, estaremos "a salvo". Paranóias à parte, após ler muito sobre o assunto com certo interesse, o ceticismo acabou efluindo. Cheguei a uma conclusão pessoal, a qual pessoas mais sensatas são obrigadas a aceitar. Enquanto não tivermos tecnologia para exploração espacial e estelar ou alguma civilização não decidir "aparecer" por aqui, a ufologia não passa de uma perda de tempo. E é simples chegar a essa conclusão. Basta nos perguntarmos: será que algo disso faz mais sentido do que simplesmente acreditar que ETs não existem? Quando quiser alguma história para me assustar na hora de dormir, prometo recorrer aos ufólogos...
Sim, é assustador de fato... Mas o que mais assusta é pensar que não estamos sozinhos. Paranóia, ou não, muitas pessoas preferem acreditar que não estamos sozinhos. Acreditam que somos visitados constantemente por seres alienígenas provenientes de outras dimensões e planetas, ou então até mesmo deste planeta mas de outras "esferas" de vivência como os subterrâneos. Aliens voyeurs que apenas nos observam, sádicos que realizam experiências com a nossa raça, antropófagos sequestrando pessoas para devorá-las, espiões intergaláticos que mantém contato com os governos e autoridades sem que as pessoas comuns saibam, viajantes dimensionais que atravessam paredes e objetos brincando com as leis de nossa física e com tudo o que conhecemos. Existem por fim três grandes questões que todo cético adora apontar. A primeira é: é possível que eles realmente existam? A segunda é: se existem, de onde vêm? E a terceira: o que eles querem?
Se realmente existem, não tenho como afirmar. Pode-se acreditar em muita coisa na vida sem nunca ter visto. O maior exemplo certamente é Deus. Muita gente é convicta de sua existência. Prefiro não me posicionar no momento... Mas consideremos um universo de 93 bilhões de anos-luz, com cerca de centenas de bilhões de galáxias, as quais contém centenas de bilhões de estrelas. Não precisamos entrar em detalhes a respeito do número de planetas existentes em cada sistema solar, uma vez que já se sabe que é quase regra a existência de planetas orbitanto as estrelas. Pode-se questionar a respeito da "faixa habitável", a qual simularia as condições "energéticas" ou "de radiação" similares às da Terra. A probabilidade de se alcançar as "coincidências" (ou condições) necessárias para haver vida, por mais improvável que ela seja, é muito ALTA. Mas como a natureza não trabalha bem com exceções, a vida deve ser a REGRA no universo, afinal nada mais é do que um modo de haver fluxo de energia. Isso responde à questão "existe vida lá fora?", no entanto não temos como saber se são inteligentes ou não, se são como nós ou não, etc. A tendência é de acreditarmos que sejam humanóides e que tenham um modo de comunicar-se e reproduzam-se de forma similar a nós. Basta olharmos a nossa realidade. A regra é que sejamos feitos em "duas versões" (masculina e feminina), nos reproduzamos de forma sexuada, e tenhamos um método de se comunicar, por menos desenvolvido que seja o sistema nervoso de cada ser. Pode-se inferir que a probabilidade de que haja alguma "civilização" inteligente lá fora é ainda assim possível. Mesmo assim, com nossos conhecimentos parcos atuais, a estrela mais próxima (e não a melhor candidata para tal situação) ainda é inalcançável.
De onde vêm? Bom, essa é muito polêmica pois cada um acredita em uma coisa. Já ouvi de tudo! Alguns acreditam que os ET's somos nós provindo do futuro, viajando no tempo; outros acreditam que são seres de outra dimensão, equivalente à nossa; a probabilidade maior, no entanto, é que sejam realmente de outro planeta, uma vez que é o que conhecemos e observamos. Sabemos que outros planetas existem, e que a possibilidade de que comportem vida é plausível. No entanto ainda desconhecemos as leis da física e tecnologias as quais permitiriam a travessia de distâncias galaticamente epopeicas. Não comento a respeito de vir de dentro da terra ou do sol pois simplesmente não conhecemos vida compatível com as altas temperaturas e radiações provenientes desses locais. Vida subterrânea é possível, inclusive já ouvi especulações sobre locais inóspitos e inacessíveis serem as "bases aéreas" ou afins desses seres, tais como Himaláia, Antártida e Sibéria. No entanto é difícil levar essas teorias à sério pois em geral são hipóteses tão improváveis de colocar à prova como distâncias intergaláticas (veja bem, quem iria sair pelo himalaia cruzando aqueles picos intransitáveis ou desbravar a Antártida desconhecida, em busca de seres extraterrestres que poderiam estar há quilômetros de profundidade *SE* existissem?)
Agora a questão mais delicada, e onde a paranóia se concentra. O que esses seres querem com nós? Qual a razão deles virem até aqui para nos bisbilhotar? Porque simplesmente não "se mostram"? Porque simplesmente não aniquilam tudo por aqui? Vamos analizar de outra forma: imaginemos duas civilizações terrestres. Imaginemos os europeus e os indígenas. O que aconteceu? Os europeus dominaram os índios. Em alguns locais houve convívio tolerante; em outros houve confrontos violentos; e em outros momentos uma civilização dizimou a outra. Isso há 500 anos atrás. Agora imaginemos uma civilização extremamente avançada, com tecnologias que nem imaginamos ainda e que levaremos centenas ou milhares de anos para desenvolver. Quais seriam os interesses dessa civilização em relação à nossa? O que levaria esses seres a querer intervir, nos ajudar ou prejudicar? Pessoalmente acredito em uma neutralidade de índole de todo o ser em todo o universo. Isso porque em geral um ser tem uma índole e um instinto. O instinto do homem é dominar; por outro lado o instinto das abelhas e das formigas é se ajudar. Então teríamos civilizações que objetivariam dominar e outras que objetivariam ajudar. Há certamente aquelas que objetivariam apenas observar ou ignorar completamente o que acontece ao seu redor, de uma forma mais egoísta de definir.
Considerando que realmente estejamos em contato com alguma civilização alienígena, e os fatos sobre avistamentos e contatos, o mais é provável é que os tais "homenzinhos" sejam de certa forma neutros. Simplesmente nos observam, bisbilhotam, abduzem alguns indivíduos para estudos de forma transparente (e evidentemente os devolve, até onde se sabe, a maior parte das vezes objetivando que tal ser não se lembre do ocorrido -- as tais amnésias pós-abducionais), ou talvez tentem alguma forma de contato que ainda não compreendemos ou que não é compatível com nossos sentidos ou inteligência. Ou seja, parecem não estar muito interessados em nos ajudar, e por alguma razão não nos prejudicam ou tentam aniquilar conosco para dominar nosso planeta e explorar nossos recursos minerais. Podemos considerar que o governo de fato toma conhecimento (ou não) desses seres e que provavelmente não mantém contato com os mesmos (porque haveria de manter, se não é de interesse dos ETs?).
Agora, se os ETs fossem de fato seres bons, que tem interessem em nos ajudar, certamente já teríamos sinais de que isso está acontecendo. Teríamos os visto, conseguiríamos entrar em contato e solicitar auxílio para nossos grandes problemas. É claro, ao menos ao meu ver, é obrigatório "desconfiarmos" a respeito de nossa própria evolução. Do macaco ao que somos? Ou de uma ameba ao que somos? É tudo meio coincidente demais (ou simplesmente uma "ordem" que o universo segue e que retoma as coincidências para a existência de vida que já palpitei anteriormente). Poderia haver alguma intervençãozinha "grey" ou "reptiliana" (risos), assim como as grandes descobertas da humanidade poderiam simplesmente ser insuflação por parte desses seres. Não passaríamos, portanto, de brinquedos nas mãos deles -- ou marionetes! Para mim, essa definição é o que mais se aproxima da definição de "Deus".
Por outro lado, o que mais faria sentido e congruiria com a realidade é que os "ETs" sejam nada mais do que uma outra civilização mais avançada e poderosa que a nossa, que assim como nós, tendem a dominar os mais fracos, com o intuito de explorar os recursos minerais, humanos e intelectuais. De certa forma é inegável acreditar na conivência governamental, que, para evitar o CAOS generalizado, é tolerante com a situação (uma vez que ela é inevitável e inquestionável), e poderia estar se beneficiando de certa forma que desconhecemos. Quem já assistiu ao Arquivo X sabe que mesmo que o governo negue ou saiba, é possível que o mesmo não esteja a par da situação ou da conspiração. Sabemos que muitos setores de serviços secretos possuem "níveis" de discrição/confidencialidade, e imaginemos que tal assunto seria de extrema obscuridade, só revelável para pessoas de altíssima confiança e de certa perenidade governamental (quem mais do que os militares?) e que possuam o objetivo de zelar pela paz e ordem nacional (... exército!).
Agora, além de inevitável e da conivência governamental, ainda falta a questão "porquê/o quê eles querem?". Bom, ocupar nosso planetinha é a primeira hipótese. Ou nos usar da mesma forma que utilizamos outros animais: comida, experimentos imunológicos/genéticos, força escrava, utilizar nosso potencial intelectual de alguma forma que ainda não compreendemos, recursos minerais... Lembramos que por alguma razão não muito clara, trabalhamos nossa vida inteira para juntar recursos para simplesmente "gastarmos com o que queremos" (só que em geral não gastamos... ou podemos cair na miséria). Temos essa tendência "cumulativa" (os hamsters e os esquilos também tem hehe..). São muitas as possibilidades, mas poucas são de certeza plausível nesse quesito...
Ignorando as análises acima, pode-se inferir que: enquanto não "agradarmos" tais seres, fizermos o que eles desejam, ou enquanto os mesmos nos tolerarem, estaremos "a salvo". Paranóias à parte, após ler muito sobre o assunto com certo interesse, o ceticismo acabou efluindo. Cheguei a uma conclusão pessoal, a qual pessoas mais sensatas são obrigadas a aceitar. Enquanto não tivermos tecnologia para exploração espacial e estelar ou alguma civilização não decidir "aparecer" por aqui, a ufologia não passa de uma perda de tempo. E é simples chegar a essa conclusão. Basta nos perguntarmos: será que algo disso faz mais sentido do que simplesmente acreditar que ETs não existem? Quando quiser alguma história para me assustar na hora de dormir, prometo recorrer aos ufólogos...
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